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sábado, 22 de agosto de 2009

O que não se deve perguntar em um tribunal.






Recebi este e-mail de minha amiga Débora Braga,futura magistrada,que me impressionou.Vejam os diálogos no tribunal,perguntas óbvias e respostas cômicas,que me fazem pensar se isso aconteceu mesmo.Mais vale retratar.Eu ri.
Fui informado que estas transcrições foram retiradas do livro Desordem no tribunal.






Advogado : Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de julho.
Advogado : Que ano?
Testemunha: Todo ano.
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Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
Testemunha: Sim.
Advogado : E de que modo ela afeta sua memória?
Testemunha: Eu esqueço das coisas.
Advogado : Você esquece... E pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?
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Advogado : Que idade tem seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.
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Advogado : Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou naquela manhã?
Testemunha: Ele disse: 'Onde estou, Bete?'
Advogado : E por que você se aborreceu?
Testemunha: Meu nome é Célia.
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Advogado : Seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: Sim.
Advogado : Que idade ele tem?
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Advogado : Sobre esta foto sua... o senhor estava presente quando ela foi tirada?
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Advogado : Então, a data da concepção do seu bebê foi 08 de agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado : E o que você estava fazendo nesse dia?
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Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum
Advogado : E quantas meninas?
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Advogado : Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?
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Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?
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Advogado : Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
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Advogado : Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, Ok? Que escola você frequenta?
Testemunha: Oral..
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Advogado : Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vÍtima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele...
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Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina neste exato momento?
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Essa é a melhor

Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado : Então, era possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado : Como o senhor pode ter essa certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, era possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em algum lugar !!!

5 comentários francos:

Liciane 23 de agosto de 2009 20:03  

hahahahahahaha!!!!!!
Dei muita risada!!!!

Adorei o post!!!

Beijos e ótima semana!!

Blog do Franco 23 de agosto de 2009 21:32  

p/Liciane.

boa semana para vc tbm ,
fik na paz!

beijokas! =D

Altemar Rocha 25 de agosto de 2009 14:53  

Francamente, Franco...
Eu acho que é tudo verdade.
kkkkk.
Fica na paz.

Blog do Franco 25 de agosto de 2009 16:32  

Será Altemar!

Pelo menos segue como cartilha aos futuros magistrados.

Abrahh

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